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19/11/2005 propaganda do Garganta<a href="http://www.gargantadaserpente.com"><img src="http://www.gargantadaserpente.com/escamas/images/banner_120X90.gif" border="0"></a> 23/10/2005 faltatudo ótimo até hj vovó teve um desmaio, esquemia transitória, diz o médico. Não sei o que isso pode representar. Passei o dia sozinha, com tia Hilda.
certas coisas doem um pouco ..
mas sei que depois passa... 05/10/2005 tanta eupouco tempo pra tanta vontade pouco mundo pra tanta eu pouco espaço pra tanta vida quero dois dias pra mim, caneta, caderno e livros e de noite um abraço aconchegante e beijos, beijos, muitos beijos de amor. .something is always missing.
The big ? part 1Substituí meu perfil no Orkut por um simples ponto de interrogação.
Não sei definir quem sou
Minha cabeça está a mil
e hoje tive um pensamento triste:
acho que nunca vou conseguir ser feliz.
Coisa de momento e amanhã estarei melhor, ou finalmente entendi porque eu tenho andado, de vez em quando, triste?
OK, vamos trocar a palavra FELIZ por REALIZADA, naquela frase. Acho que agora fui mais clara. Não quero dizer que não tenho momentos de alegria. Tenho sim...as vezes sorrio com coisas simples e vejo aí , felicidade. Sinto felicidade quando me sinto amada e quando sinto que amo. Quando sinto que o que faço é útil, é bem feito e me interessa. Quando vislumbro possibilidades futuras. Mas tudo isso sempre é posto em questão alguma hora, de alguma forma.
Nenhuma decisão perdura. Nenhum caminho é longo. Vivo catando atalhos, ou pensando nos outros caminhos que poderia estar percorrendo. Claro que assim nunca chego a lugar algum.
Não sei definir minha personalidade. Por que as vezes me comporto como se não gostasse de uma coisa que gosto? Inconscientemente as vezes fazemos isso. Não minto nem disfarço, mas deixo de lado...por que?
E por que eu sempre tenho que me entregar tanto?
Eu sei por que. Falta de entrega em outras "áreas". Daí em outras, me jogo.
acho que vou apagar isso tudo.
22/09/2005 James Patrick Page e euPense Jimmy Page. O que vem a cabeça?
Rock n´Roll? Bruxaria? Loucuras ? Os solos mais alucinantes? Guitarra de dois braços? Pra mim, tudo isso. Mas pouca gente lembra que Mr. Page é hoje um senhor de 61 anos, e pouca gente sabe que ele é um benfeitor. O cara banca, junto com sua mulher Jimena, uma casa em Santa Teresa ("Casa Jimmy") que abriga crianças e adolescentes carentes do estado. Por todo esse trabalho em prol das crianças fluminenses, Jimmy Page recebeu hoje o título de Cidadão Honorário do Estado do Rio de Janeiro. A cerimônia foi realizada na Casa Jimmy e contou com a presença de...er...esta que vos escreve. Pára tudo, como assim?
Sim, magic happens, amigos.
Não vou contar os segredinhos, mas minha irmã trabalha numa empresa que doa constantemente para a Casa Jimmy e por isso a empresa obteve direito de levar uma pequena delegação para o evento. Minha irmã, sendo a melhor irmã desse e de outros mundos, conseguiu dar um jeito de me incluir nessa e lá fui eu feliz da vida com a galera da empresa. Dei meu nome na porta, entrei e fui descendo as escadas. Pela quantidade de gente em torno de uma parte da casa que não conseguia ver bem, presumi que Jimmy estava ali. Fui andando, mas antes do esperado dei de cara com o cara. Sorri. Botei a mão no peito. Pensei, caraca, o cara. Mandei torpedos pro namorado e pro amigo que me apresentou o Led Zepp e que estava a caminho. "Estou olhando pro homem".
Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham foram meus ídolos desde meus 16 anos. Nunca uma banda teve integrantes tão excelentes em seus papéis dentro da banda. Cada um, pra mim, o melhor no instrumento que tocava. Jimmy Page é meu Guitar Hero. Aquele em que me inspiraria se me tornasse guitarrista. Aquele cujos solos e riffs me fizeram sonhar.
Pois ele estava ali, na minha frente e logo foi trazido a frente da casa pra receber as homenagens das crianças que moram ou moraram na casa e hoje não vivem mais na rua.
Algumas crianças, tímidas, relutavam em ler os textos e entregar presentes a Jimmy, que sempre respondia com um grande sorriso e um "muito oh-bri-gah-dow". Nos textos escritos pelos jovens eram contadas histórias comoventes de como a casa transformou suas vidas. Um dos meninos disse que ficava feliz em ver alguém que meso de tão longe, sem conhecê-los, lhes dava a amizade que muitos de nós mais próximos, não lhes ofereciam. Nessa hora não deu pra segurar as lágrimas. Sim, Jimmy é meu herói. Além das crianças, tb tiveram a palavra os voluntarios do local, além de assistentes sociais, e coordenadores de projetos assistenciais. Cada um que falava demonstrava gratidão e respeito pelo homem que criou o maravilhoso riff de Kashmir que toca agora no meu PC- but I digress. Cada um mostrava enorme gratidão. Foi então que percebi que tinha não um mas vários heróis e heroínas na minha frente.
Depois das homenagens recebidas com simpatia, Jimmy deu uma coletiva 'a imprensa. Como ainda não sou imprensa, fiquei lá fora, olhando a vista e tentando acreditar no que aconteceu.
Nesse meio tempo, meu amigo Leo Carmona chega na Casa. Não posso revelar seu segredo, mas o modo como entrou foi genial. (O gênio fui eu, mas o anjo foi o Cláudio). Enfim, Jimmy já tinha saído da entrevista e estava agora recebendo seu título de Cidadão do Estado..pobre dele que não conhece os Governadores. Enfim, após essa cerimônia, era a hora dos autógrafos.
Como se espera de brasileiros , a fila não foi respeitada. Nem a oficial nem as tantas perpendiculares que se formavam. Muita gente semm educação,quase debruçando no cara que nem assim demonstrava um pingo de irritação. Numa dessas filas um rapaz dá a Jimmy um envelope do convite do Hollywood Rock em que ele tocou, em 96. Eu digo que foi o 100o show que ele e Robert Plant fizeram juntos e Jimmy responde, "oh really?". O mito falou comigo.
Uma das organizadoras resolve formar uma nova fila oficial e diz que se eu continuar ali não serei atendida. Não quero confusão. Vou pro fim da tal fila e espero. Na fila ofereci minha caneta pro Apoena, filho do Marcos Frota, que estava lá acompanhando o pai simpático , e queria ter sua guitarra autografada, assim como seu Ipod.
A fila andava devagar e finalmente chegou a vez da mulher que estava na minha frente. De repente ela saca diversos itens pra serem autografados pra várias pessoas . Não aguentava mais de ansiedade e só dizia ao Leonardo pra manter a câmera pronta. De repente dizem pra mulher que ela precisa deixar a fila andar e ela sai da minha frente. Estou cara a cara com ele e ele parece confuso com tanta gente, mas ainda sorri. "Who´s next?", pergunta Jimmy. Eu respiro e respondo: "I am."
(to be continued) Part 2
-Hello. Estendo a ele a capa do meu Remasters, único Cd que levei pra ser autografado, por ser o que resume a banda. Digo que me chamo Bárbara. Que estou tremendo. Que sou fã há dez anos. Que acho sua música fantástica. Ele me olha sorrindo e diz that´s wonderful. Minhas mãos tremem. Me inclino e digo a ele, enquanto escreve "Lots of Love" sobre o Zepelin do encarte, que acho a Casa Jimmy um projeto fantástico e agradeço pelo que ele faz. Peço que tire uma foto comigo e com meu irmão Leo, que está exultante com a câmera na mão. JImmy diz que comigo primeiro. Abraço. Sorriso. Flash. Agora Leo. Sorrisão. Thank yous e abraços. Saio da fila. Abraço de irmãos no rock. Fotos com caras de felizes pra c***- meu pai deve ler esse texto-- Olho a vista de Santa Teresa, absurdamente linda e agradeço aos céus.
Pode parecer besteira, mas ver de perto alguém que você admira e saber que ele é mais do que um "rock star", mas uma pessoa que se importa com o próximo e que fica horas sendo genuinamente simpático e acessível, super cuca-fresca é maravilhoso. Ficamos por ali, rondando, conversando com pessoas, rindo com as crianças e uma delas vem falar comigo e pergunta sobre a câmera, pede meu echarpe e depois um abraço e pula no meu colo. Olho pra fila e o Apoena está dando sua guitarra, depois seu Ipod pro Page autografar. Cara de sorte...tocrar essa guitarra... Enfim, ficamos ali até Jimmy ir embora, e vimos ele saindo, descendo pelas escadas até uma casinha embaixo da área da piscina. Dois bobos. Tchau, jimmyyyy
**** Saimos dali e é claro, foi de bonde que descemos de Santa Teresa. O dia pedia classe. Fui de metrô pra casa e decidi que não iria encontrar o namorado que estava num show no Catete. Apesar da saudade eu tinha que dormir, precisava descansar e estava muito arrumada pro tal show. Além disso queria vir pra casa e escrever que estou escrevendo hoje. Mas na estação Estácio saltei. Liguei pra ele e avisei que ia. Bateria acabou. ESpero que tenha me ouvido. Entro no trem. Salto no Catete. Encontro o Espaço Marun e entro. Abro a porta e dou de cara com ele que me beija assim que me vê. Ele tinha de fazer parte desse dia. **** "WE´RE GONNA DANCE AND SING IN CELEBRATION/ WE´RE IN THE PROMISED LAND" (Led Zeppelin, Celebration Day)
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